As salas de consumo assistido estão em funcionamento há mais de três décadas, existindo hoje em oito países europeus (Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Suíça, Noruega e Dinamarca) e em dois fora da Europa (Canadá e Austrália). A literatura internacional sobre o impacto e resultados das salas de consumo assistido tem demonstrado que este tipo de resposta traz benefícios tanto para as pessoas que usam o serviço como para a comunidade envolvente. 

Assim, podemos dizer que as salas de consumo assistido chegam eficazmente àqueles que estão a consumir com maior risco, reduzem as mortes por sobredosagem, reduzem os riscos  associados à transmissão da infeção por VIH e hepatites virais, particularmente a partilha de  seringas e de outro material, reduzem os riscos e danos associados a más práticas de injeção, aumentam o uso de serviços de tratamento das dependências, são custo-efetivas,  reduzem o consumo e a quantidade de material de consumo deixado em espaços públicos  e não contribuem para aumentar o crime nas zonas circundantes ao serviço.   Em muitas cidades europeias, como em Lisboa, conjugam-se zonas onde há maior  concentração de consumidores com outras onde o consumo é mais disperso e menos visível. As salas de consumo assistido não são hoje apenas uma resposta a grandes espaços de consumo a céu aberto, que aliás foram sendo substancialmente reduzidos ao longo das últimas décadas. São, na maioria das vezes, tanto na versão fixa como móvel, uma intervenção criada para, em complementaridade com outros serviços, dar resposta a dinâmicas locais específicas.

O Programa de Consumo Vigiado Móvel (PCVM) é promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e co-gerido pela Médicos do Mundo e pelo GAT.

O presente projecto defende uma abordagem integrada e participada relativamente às necessidades de saúde e sociais da população de injetores, à qual pretendemos acrescentar uma componente de investigação comunitária e de advocacy, para que, durante o período experimental de implementação, se possa produzir conhecimento e recomendações relevantes para a integração deste tipo de resposta no leque de estruturas de redução de riscos existentes na cidade e no país. Acresce dizer que toda a intervenção é norteada pelos princípios da saúde pública, dos direitos humanos, baseada no melhor conhecimento disponível, e com envolvimento das pessoas que usam drogas, dos técnicos que trabalham na área, e dos parceiros locais e estratégicos.  


É uma abordagem integrada porque as actividades propostas no âmbito do programa de consumo vigiado e, tanto quanto é possível realizar numa unidade móvel, vão além da intervenção no momento do consumo, proporcionando outros serviços, como a prestação de cuidados de saúde, rastreios e forte componente de articulação com parceiros de saúde e sociais, para garantir canais de referenciação ágeis. 

Terá também uma vertente participada. Participada porque, ao integrar mediadores de pares na equipa, pretende estar em maior proximidade e consonância com as necessidades da população-alvo, garantindo que os utilizadores têm voz na gestão do programa. 
 

Público-Alvo

Utilizadores de drogas 

Objectivo Geral

Contribuir para a saúde, segurança e qualidade de vida dos utilizadores de drogas injectadas (UDIs) e das comunidades mais afectadas pelo consumo em espaços públicos.

Parceiros da Médicos do Mundo

Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

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DICAD

Junta de Freguesia do Beato

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