Rui Ochoa

Em consonância com as outras delegações da Rede Internacional da Médicos do Mundo, a delegação portuguesa aposta em acções de Advocacy, uma prática e exercício de cidadania que pretende incidir sobre pessoas e entidades com capacidade de influência e decisão política e/ou pública.

A Médicos do Mundo actua em diferentes áreas, desde a assistência médica e social até à denúncia de injustiças sociais junto da opinião pública, dos media e entidades competentes. Contribui assim para um aumento da consciência social de todos, incentiva à reflexão e debate, e leva à ordem do dia temáticas fracturantes.

O trabalho de Advocacy da Médicos do Mundo realiza-se principalmente através da nossa participação em redes e plataformas nacionais e internacionais, juntamente com outras organizações sociais.

Conheça alguns exemplos de trabalhos que realizamos nesta área: 

  • Promover propostas concretas em termos de legislação, financiamento e criação de estruturas; 
  • Fomentar a obtenção de leis favoráveis e o direito à saúde para todas as pessoas, especialmente as mais vulneráveis; 
  • Exigir o cumprimento dos compromissos e participação da sociedade civil na tomada de decisões e prestação de contas; 
  • Informar (e consciencializar) a opinião pública, apelando ao seu envolvimento; 
  • Denunciar as violações dos direitos humanos e, em particular, as barreiras ao acesso aos cuidados de saúde; 
  • Influenciar forças políticas, decisores, entidades de referência ou Administrações Públicas para que adoptem novas abordagens, práticas e medidas de saúde pública e garantam recursos que ponham fim à violação do direito a cuidados de Saúde de forma digna e igualitária, tendo sempre por base o cumprimento do evocado na Declaração Universal dos Direitos Humanos; 
  • Exigir a protecção das várias populações vulneráveis com quem trabalhamos – os nossos beneficiários: pessoas em situação de sem abrigo, idosos, jovens, trabalhadores sexuais, homens que fazem sexo com homens, utilizadores de drogas e pessoas em movimentos migratórios;
  • Pressionar os organismos nacionais e da União Europeia para que seja uma realidade o acesso igualitário aos cuidados de saúde para imigrantes indocumentados, refugiados e requerentes de asilo; e 
  • Sensibilizar para a necessidade de adoptar uma política de cooperação na área da saúde que defenda o acesso universal e equitativo aos sistemas de saúde. 
  • Estimular a mudança assente em estratégias de mobilização para a transformação e não tanto no confronto; 
  • Lutar em prol da resolução de problemas, bem como contra a injustiça, a desigualdade, a discriminação e pelos direitos de uma entidade ou grupo/população vulnerável.