A Médicos do Mundo (MdM), através da sua delegação grega, é a primeira organização a estar presente no campo provisório erguido pelas autoridades gregas, na ilha de Lesbos, para albergar os migrantes e refugiados desalojados pelos incêndios da semana passada. A organização está a apoiar estas populações vulneráveis, com duas unidades móveis de saúde (UMS), equipas médicas, rastreios, exames e tratamentos.

Moria

As UMS dispõem de equipas médicas, equipamentos e outros materiais necessários para realizar testes e providenciar serviços médicos personalizados. À entrada do campo, são entregues kits com equipamentos de protecção pessoal (EPP) para a COVID-19 e realizados rastreios às pessoas que chegam, em colaboração com a Organização Nacional da Saúde da Grécia (EODY, na sigla grega). No exterior, as equipas realizam exames médicos e tratamentos personalizados.      

Para além disso, no seguimento da solicitação da equipa da MdM no terreno, está a ser preparado, em Atenas, um novo envio de medicamentos para a ilha. Há ainda um reforço dos meios humanos no terreno, com a deslocação do director de operações da delegação grega, para apoiar as actividades em curso, e a chegada de mais médicos e enfermeiros.

Até ao momento, cerca de 800 pessoas já entraram no novo recinto, que foi erguido no antigo campo de tiro da localidade de Kara Tepe. Os refugiados e migrantes estão a ser informados pelas autoridades que, se não entrarem nas novas instalações, poderão sofrer consequências no seu pedido de asilo e estatuto, e que a recusa poderá mesmo determinar que passem a não ser consideradas pessoas vulneráveis.   

Entretanto, o governo grego solicitou a mobilização do Mecanismo de Protecção Civil da União Europeia (UE), tendo obtido resposta imediata de países como a Dinamarca, a Finlândia e a Alemanha, entre outros, através do envio de tendas, sacos-cama e cobertores. 

A MdM apela, mais uma vez, para que a dignidade humana não seja sepultada sob as cinzas de Moria.

Voltar Homepage