A atual expansão regional do conflito levanta sérias preocupações sobre as possíveis consequências devastadoras para a vida e a saúde de muitas populações civis, incluindo aquelas que já foram profundamente atingidas por anos de violência e instabilidade.
Caroline Bedos Esteban, coordenadora para o Médio Oriente na Médicos do Mundo, explica:
“A Médicos do Mundo está presente em vários países da região: Líbano, Palestina, Síria, Iémen e Iraque. Todos os nossos colegas estão atualmente em segurança. Em Gaza, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para manter as nossas atividades essenciais, sobretudo nas clínicas, mas a ajuda humanitária continua largamente insuficiente e bloqueada, enquanto as necessidades são enormes.
No Líbano, os bombardeamentos levaram ao deslocamento forçado de populações, e alguns dos nossos colegas que viviam no sul tiveram de abandonar as suas casas em busca de abrigo seguro. As nossas equipas estão a avaliar necessidades e a preparar intervenções conjuntas com o Ministério da Saúde libanês nos próximos dias.
Estamos também a acompanhar de perto a situação humanitária da população civil iraniana e a avaliar a possibilidade de os apoiar nos países vizinhos, bem como no próprio Irão.”
A Médicos do Mundo apela à proteção da população civil e recorda que toda a infraestrutura civil - incluindo hospitais e escolas - é protegida pelo direito internacional humanitário e não pode ser alvo de ataques. A organização reforça ainda que a ajuda humanitária nunca deve ser condicionada ou politizada: as necessidades das populações afetadas devem prevalecer sobre quaisquer outras considerações.
