Na noite de 14 de Marco de 2019, Moçambique foi atingido pelo ciclone Idai, uma catástrofe natural de grande dimensão, fazendo pelo menos 602 mortos, 1 641 feridos e afectando mais de 1,8 milhões de pessoas. Territórios inteiros foram devastados, numa altura em que o país já se encontrava numa situação de grande vulnerabilidade, enfrentando baixos índices de desenvolvimento humano e um elevado risco de insegurança alimentar. Muitos dos serviços de saúde e saneamento locais foram destruídos, comprometendo o bem-estar da população.

A Missão Ndeja é a resposta da Médicos do Mundo ao ciclone tropical Idai que atingiu a zona central de Moçambique, desalojando cerca de 1.85 milhões de pessoas. Destes, cerca de 90 000 foram acomodados em 66 campos de reassentamento, onde a prestação de serviços de saúde constituí um desafio, pelo acesso limitado a cuidados essenciais, pela ausência de latrinas e escassez de água potável comprometendo desta forma o bem-estar da população.

A delegação portuguesa da Médicos do Mundo, após 4 meses de presença em Moçambique, assumiu a coordenação e apoio do Campo de Reassentamento de Ndeja, a convite da delegação espanhola da Médicos do Mundo.

Ungumi - promover e construir um espaço saudável no pós Idai nas comunidades rurais do corredor Dondo Savane.

Partilhando dos mesmos ideais e valores, a APOIAR e Médicos do Mundo Portugal (MdM PT) uniram-se para responder a um conjunto de necessidades no âmbito da saúde que foram agravadas pela passagem do ciclone Idai e que estão identificadas no Post-Disaster Needs Assessment (PDNA). Alia-se assim o capital de conhecimento e experiência de actuação da APOIAR no terreno, com a elevada competência da MdM PT no âmbito da promoção da saúde, à necessidade de recuperação que existe nesta zona.

Conheça todos os detalhes dos projectos acedendo ao link em baixo:

 

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