21 de julho de 2026
As milhares de pessoas que perderam as suas habitações e permanecem em parques, abrigos improvisados ou outros espaços públicos enfrentam um elevado risco de doenças infeciosas caso o acesso a água potável, saneamento e cuidados de saúde básicos não seja rapidamente restabelecido.
“Neste momento, o principal foco de transmissão encontra-se nos abrigos e assentamentos temporários, onde existe uma elevada concentração de pessoas em espaços reduzidos”, explica Andrey Escalona, Coordenador Médico da Médicos do Mundo na Venezuela.
Após um sismo, a destruição de infraestruturas, a interrupção do abastecimento de água e a concentração de milhares de pessoas em condições precárias criam um contexto favorável ao surgimento de doenças infeciosas. Nestas circunstâncias, aumenta particularmente o risco de infeções respiratórias, doenças diarreicas associadas ao consumo de água contaminada e infeções cutâneas, como a escabiose e o impetigo.
A interrupção dos programas de vacinação e de outros serviços de saúde essenciais pode também aumentar o risco de surtos de doenças evitáveis, sobretudo entre a população infantil.
O acesso a água segura constitui um dos fatores mais importantes para prevenir uma segunda emergência. A água é indispensável não apenas para consumo humano, mas também para a preparação de alimentos, a higiene pessoal e a prevenção da propagação de doenças diarreicas. Em simultâneo, a acumulação de escombros, resíduos e materiais em decomposição, aliada às dificuldades na gestão do saneamento, aumenta o risco de aparecimento de novos surtos.
