25 de agosto de 2026
A resposta da Médicos do Mundo abrange áreas essenciais como os cuidados básicos de saúde, os direitos sexuais e reprodutivos, o acesso a medicamentos essenciais, o apoio psicossocial e a prevenção da violência baseada no género.
De acordo com o primeiro balanço divulgado pelas autoridades colombianas, o desastre provocou 294 mortos, 3.935 feridos e 320 desaparecidos, além de causar danos significativos em habitações, escolas e unidades de saúde. Mais de 81 mil habitações ficaram danificadas, cerca de 14 mil foram destruídas e 241 centros de saúde foram afetados.
Face à dimensão da emergência, a Médicos do Mundo mobilizou cinco equipas na região de Chocó para responder às necessidades mais urgentes das comunidades atingidas. A intervenção tem combinado avaliações rápidas no terreno com a prestação direta de cuidados de saúde, através de clínicas móveis e equipas especializadas.
Em Quibdó, cidade próxima do epicentro, as equipas estão a realizar avaliações de necessidades, assegurar uma clínica móvel dedicada à saúde mental e apoiar o Hospital San Francisco de Asís com a doação de medicamentos. Outras equipas encontram-se em localidades como Tadó, Istmina, Novita e Opogodó, onde continuam a avaliar o impacto da catástrofe e as necessidades das populações. Em Alto Baudó (Pie de Pató) e no Litoral de San Juan, a organização mantém clínicas móveis focadas no apoio em saúde mental.
Consulta na clínica móvel de Quibdó.
Lidar com a angústia e o medo
Para além dos danos físicos causados pelo sismo, muitas comunidades enfrentam agora as consequências psicológicas da catástrofe, num contexto marcado pela incerteza e pelo receio de novas réplicas.
Algumas pessoas vivem na angústia e no medo de possíveis réplicas. Outras perderam as suas casas, os seus bens ou entes queridos. Muitas não sabem quando poderão regressar a casa nem onde passarão os próximos dias.
É neste contexto que o apoio psicossocial assume um papel central na resposta da Médicos do Mundo, ajudando as pessoas afetadas a lidar com o trauma e as consequências da emergência.
A organização continua a acompanhar a evolução da situação e a adaptar a sua intervenção às necessidades identificadas no terreno, trabalhando em estreita coordenação com as autoridades locais e outros parceiros humanitários para garantir o acesso a cuidados de saúde essenciais às comunidades afetadas.
Presente na Colômbia desde 1987
A Médicos do Mundo está presente na Colômbia desde 1987, desenvolvendo programas de apoio a populações afetadas por conflitos, deslocações forçadas e crises humanitárias.
A organização intervém sobretudo em zonas rurais e de difícil acesso, onde persistem barreiras significativas ao acesso aos cuidados de saúde. A sua ação inclui cuidados de saúde primários, saúde sexual e reprodutiva, saúde mental e apoio psicossocial, contribuindo para reforçar a proteção e o bem-estar das comunidades mais vulneráveis.
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