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Médicos do Mundo participa no programa Active Citizens Fund
6-1-2018

Médicos do Mundo participa no programa Active Citizens Fund

A Médicos do Mundo vai participar no desenvolvimento de um programa internacional, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Fundação Bissaya Barreto, que visa apoiar a sociedade civil portuguesa.

Financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, o programa Active Citizens Fund vai contribuir para os objectivos globais do Espaço Económico Europeu (EEA), que passam por reduzir as disparidades económicas e sociais, fortalecendo os países apoiados e capacitando as populações mais vulneráveis.

A Fundação Calouste Gulbenkian identificou os principais desafios em Portugal, dividindo-os em áreas, e convida agora as organizações não governamentais a reflectir sobre as formas de os enfrentar e de garantir um impacto positivo através deste programa.

Face à importância das opiniões das partes interessadas da sociedade civil na definição do programa, a Médicos do Mundo irá participar nesta audição, propondo soluções para os desafios identificados.

O Active Citizens Fund disponibiliza um fundo de onze milhões de euros, que devem cobrir o desenvolvimento e a implementação do programa em Portugal e de projectos que se enquadram em quatro áreas prioritárias:

1)    Democracia, participação cívica e transparência;

2)    Direitos Humanos, igualdade de tratamento e não discriminação;

3)    Justiça social e inclusão de grupos vulneráveis;

4)    Eficácia na acção e sustentabilidade das ONG

Os principais desafios identificados são: Educação deficiente em relação aos valores democráticos, falta de envolvimento cívico e falta de interesse na política em geral; Insuficiências continuadas na abordagem dos direitos de variados grupos e persistente discriminação contra esses grupos; Grande número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social e que requerem serviços adicionais, pouca capacitação e formação das mesmas sobre os seus direitos e caminhos para a (re)integração; Fraca capacidade técnica, financeira e organizacional no sector das ONG, sector fragmentado com poucas organizações agregadoras;

Até 12 de Janeiro, as organizações podem enviar as suas propostas e apoiar o desenvolvimento de um programa que melhore as condições de vida das populações vulneráveis e que fortaleça a sociedade civil em matéria de Direitos Humanos.

Para mais informações, consulte: https://gulbenkian.pt/noticias/consulta-as-organizacoes-do-terceiro-setor/


Créditos: Cidadãos Activos