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Rede MdM Internacional
Mais de 2500 voluntários juntaram-se à Médicos do Mundo em 2017
5-12-2017

Mais de 2500 voluntários juntaram-se à Médicos do Mundo em 2017

A delegação portuguesa da Médicos do Mundo (MdM) contou com a ajuda de pessoas de todo o país na luta contra todas as doenças, até mesmo a injustiça.

A MdM contou este ano com o apoio de mais de 2500 voluntários, de diversas áreas, que ajudaram a organização a prestar cuidados gratuitos de saúde às populações vulneráveis e a lutar contra a discriminação em Portugal.

Os apoios abrangeram áreas tão distintas, como a saúde, a comunicação, a logística  ou as actividades administrativas. Este envolvimento de voluntários foi crucial, ao  permitir ajudar inúmeras pessoas em situações dificéis.

Henrique Messias, médico e voluntário nos projectos nacionais da Médicos do Mundo, refere que “contactar com esta realidade, poder contribuir para o bem-estar e reduzir o sofrimento destas pessoas constituem uma aprendizagem pessoal, pelo humanismo inerente, e profissional.“

O ano de 2017 ficou marcado também pela primeira missão de ajuda humanitária em território nacional. Designada de Missão Esperança, esta só foi possível graças à intervenção de mais de dois mil voluntários. Para Paulo Silva, coordenador de voluntariado da Médicos do Mundo, este “foi um momento de grande solidariedade da sociedade civil, que mobilizou estudantes, escoteiros, escuteiros e vários profissionais de áreas diversas. Foi também uma oportunidade para relembrar a intervenção da Médicos do Mundo em território nacional e para afirmar que os voluntários são precisos, não só em contexto internacional, mas AQUI, em Portugal.”

Entre Castanheira de Pera, Santa Comba Dão e Oliveira de Frades, a Missão Esperança respondeu a necessidades emergentes nos locais afectados pelos trágicos incêndios que assolaram Portugal no decorrer de 2017.

Francisca Onofre, voluntária e coordenadora de voluntariado da missão em Santa Comba Dão e Oliveira de Frades, refere-se a esta experiência como indescritível “Antes de ser coordenadora de voluntariado das missões de emergência, surgiu o momento de vestir este colete da Médicos do Mundo. Não há palavras para descrever… se já tinha vestido a “camisola” de alma e coração, agora, cada vez que ponho o colete, alegro-me por representar uma associação que quer estar ao lado de cada pessoa e, principalmente, das mais excluídas, das mais afetadas, das mais sofridas. A Médicos do Mundo faz-nos vestir a camisola como se pertencêssemos à associação há anos. É muito fácil fazer parte desta missão - que considero  também minha - de lutar contra todas as doenças, até mesmo a injustiça.“

Já Duarte Madeira, voluntário e coordenador da logística das missões de emergência, considera que o trabalho de voluntariado na Médicos do Mundo tem sido “uma experiência de aprendizagem, não só a nível profissional, como a nível pessoal.”, e considera que esta oportunidade “me fez crescer como pessoas, através do contacto directo com as populações que tanto sofreram, mas que tão agradecidas continuam a estar pelo nosso apoio.”

A missão da Médicos do Mundo só é possível graças ao apoio de todos os voluntários que se associam à nossa causa e que nos ajudam a chegar a quem mais precisa, lutando contra todas as doenças, até mesmo a injustiça.