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PROJECTOS NACIONAIS


Apoio à população idosa - Terceira (C)Idade







Duração: De Abril de 2017 a Abril de 2018. 
País: Portugal.
Localização: Concelho do Porto.
Áreas de Intervenção: Envelhecimento Activo.





Contexto

As alterações no padrão epidemiológico, nos comportamentos sociais e familiares e o progressivo envelhecimento demográfico, levam-nos a compreender a emergência de se organizar respostas mais ajustadas às necessidades das pessoas idosas.

Em 2009, o “Porto Solidário” – Diagnóstico Social do Porto – constatava que as condições de habitabilidade, de mobilidade e de acessibilidade, surgem entre os aspectos mais referidos como inibidores da sua autonomia, participação social e de reforço do isolamento e da solidão, equacionados numa lógica de causa e efeito. De facto, no contexto da cidade do Porto, a especificidade geográfica e arquitectónica e as características do edificado oferecem grandes obstáculos que limitam/condicionam a mobilidade, a autonomia e independência e a participação dos idosos. Não raras vezes, constituem factores de isolamento, solidão e, até mesmo, de exclusão social.

“As pessoas idosas estão entre os grupos humanos mais vulneráveis e carentes de atenção no que se refere ao acesso a condições de habitação condigna, de saúde, de segurança e cuidados sociais.” (Porto Solidário – Diagnóstico Social do Porto, 2009).

Em 2011, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o concelho do Porto apresentava um índice de envelhecimento e de dependência das pessoas idosas superior à média nacional.

Empiricamente no “Projecto Terceira (C)Idade” (desenvolvido pela Representação Norte da Médicos do Mundo entre 2010 e 2014) verificamos um crescente aumento do número de episódios de quedas, maioritariamente ocorridas no contexto domiciliário que, em alguns casos, exigiram hospitalização, intervenção da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, encargos aos idosos, aos prestadores de cuidados e dos recursos de saúde e, por fim, a institucionalização. Consequentemente, a equipa registou um aumento no número de identificação de necessidades de adaptações domiciliárias e introdução de ajudas técnicas. Neste sentido, acreditamos que a grande prioridade na intervenção junto da população idosa é promover/ manter a autonomia e independência da população idosa, por forma a favorecer a permanência nos domicílios e a retardar a institucionalização, através de pequenas adaptações domiciliárias e/ ou introdução de produtos de apoio que previnam, compensem, atenuem as consequências da falta de mobilidade e da deficiência ou incapacidade e que proporcionem ao indivíduo e ao cuidador a melhoria do desempenho e dos cuidados.

Objectivo Geral

Contribuir para a permanência dos séniores em ambiente familiar, através da criação de domicílios funcionais.

Objectivos Específicos

Em 12 meses, melhorar os determinantes de autonomia e independência de 60% dos séniores nas Actividades de Vida Diária (AVD's) e Actividades de Vida Diária Instrumentais (AVDI's).


População-Alvo

Pessoas com mais de 65 anos, residentes no concelho do Porto.

Recursos Humanos

- 1 Coordenadora;
- 1 Terapeuta Ocupacional;
- Grupo de Voluntariado Sénior.

Financiadores

- SIC Esperança



- Rodel - Rodrigues, Delgado & CA, S.A

- Fundos Próprios da Médicos do Mundo

Parceiros

- Câmara Municipal do Porto: Porto Solidário – Fundo de Emergência Social
- Rede Social do Porto
- Help-phone
- Encontrar+se – Associação para a Promoção da Saúde Mental
- Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
- UCC Baixa do Porto
- Associação CAIS
- Espaço T – Apoio à Integração Social e Comunitária
- Podo Invicta – Consultório Clinico do Pé
- VOU – Associação de Voluntariado Universitário
- Óptica José&José Lda.
- Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional do Porto
- Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto
- Junta de Freguesia de Paranhos
- União de Freguesias Cedofeita, Sto. Ildefonso, Sé, Miragaia, S. Nicolau e Vitória  (parceria informal)
- Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP) (parceria informal)


Actividades

- Avaliação das sinalizações e realização do diagnóstico/ identificação de necessidades;
- Introdução de Ajudas Técnicas;
- Adaptações Domiciliárias/ Alterações Domiciliárias;
- Educação Terapêutica (treino para a utilização correcta das ajudas técnicas, sensibilização para a prevenção do risco de queda, soluções e adaptações a baixo custo);
- Monitorização/ Visitas de acompanhamento

Resultados esperados

- Em 12 meses, 60% dos séniores apresentam incremento na escala de Barthel.

 

- Em 12 meses,  60% dos séniores apresentam incremento na escala de Lawton e Brody.
- Em 12 meses, introduzimos ajudas técnicas a 70% da população com necessidades identificadas.
- Em 12 meses, realizamos adaptações domiciliárias a 60% dos domicílios inadaptados. 



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