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Rede MdM Internacional
 Médicos do Mundo apoiou mais de mil pessoas  nas regiões afectadas pelos incêndios
16-06-2018

Médicos do Mundo apoiou mais de mil pessoas nas regiões afectadas pelos incêndios

Com o apoio de um número superior a 3500 voluntários, a Médicos do Mundo já conseguiu ajudar, num ano de intervenção, mais de mil pessoas nas regiões afectadas pelos incêndios. A Missão e Projecto Esperança abrangeu, até ao momento, mais de uma centena de acções de limpeza de escombros e de terrenos, a plantação de mais de 5500 árvores e, só na vila de Castanheira de Pera, um quarto da população recebeu cuidados médicos e psicossociais. 

Mais de mil pessoas das regiões afectadas pelos incêndios do ano passado receberam apoio da Médicos do Mundo (MdM), tanto na fase de emergência, que decorreu em três concelhos do país, como na intervenção de continuidade que a organização ainda realiza em Castanheira de Pera. No terreno, a suportar as inúmeras actividades de apoio à população, já estiveram mais de 3500 pessoas, entre voluntários individuais e presenças corporativas.

Recorde-se que, apenas cinco dias após os incêndios de 17 de Junho, a MdM chegava às regiões afectadas pelos incêndios com a Missão Esperança, a primeira missão de emergência da organização em território nacional, com o objectivo de coordenar acções de voluntariado e de logística e realizar limpeza de escombros, recuperação de infra-estruturas e de reflorestação, entre outros trabalhos. A intervenção de emergência iniciou-se em Castanheira de Pera, tendo-se estendido depois, em consequência dos fogos de Outubro, também a Santa Comba Dão e a Oliveira de Frades.

Tal como explica Carla Paiva, Directora Executiva da Médicos do Mundo, “a nossa organização luta contra todas as doenças, até mesmo a injustiça. E foi uma injustiça o que aconteceu a estas populações. Não podíamos, por isso, deixar de ir para o terreno e de dar o nosso contributo para atenuar os efeitos desta catástrofe”. 

Para ajudar a melhorar a vida das populações afectadas, a MdM, com o apoio de voluntários de todo o país, concentrou primeiro a sua intervenção na prestação de cuidados básicos de saúde e na triagem e distribuição de bens de primeira necessidade. Depois foram realizadas outras actividades: mais de uma centena de acções de limpeza de escombros e de terrenos, a plantação de um número superior a 5500 árvores e a construção de quase 30 hortas. A intervenção envolveu ainda 17 acções de reposição de pastos e a construção de seis anexos.  

Durante a intervenção de emergência em Castanheira de Pera, “identificámos muitas situações de vulnerabilidade, de pessoas a viver sozinhas, em ambiente de pobreza extrema e sem acesso a cuidados básicos de saúde”, conta Carla Paiva. “Sentimos, por isso, que existia a necessidade de continuarmos no local com uma intervenção mais direccionada às questões de saúde”, acrescenta. 

Assim, em Setembro de 2017, iniciou-se o Projecto Esperança, um projecto de continuidade, com duração de um ano, que sucedeu à missão de emergência, com o intuito de assegurar cuidados médicos e psicossociais à população local, e que já atendeu cerca de um quarto da população da vila de Castanheira de Pera. Se, numa primeira fase, eram sobretudo as queimaduras provocadas pelos incêndios, agora as situações identificadas relacionam-se com doença mental ou não diagnosticada ou descompensada, nomeadamente hipertensão e diabetes.  

Os técnicos da equipa de saúde da Médicos do Mundo fazem triagem e avaliam situações sinalizadas, atendem pessoas com necessidades sociais, dão consultas de enfermagem e monitorizam o seu estado de saúde. Até ao momento, foram realizadas cerca de 600 visitas domiciliárias, mais de 400 consultas de enfermagem e um número acima de 50 encaminhamentos para estruturas de saúde. 

Para além dos cuidados de saúde e da continuação de acções iniciadas na fase emergência – distribuição de bens alimentares e outros e o auxílio à reconstrução –, a Médicos do Mundo disponibiliza ainda actividades de Terapia Ocupacional, através da integração de voluntários e estagiários, com formação na área, que asseguram a reposição das rotinas e da qualidade de vida dos habitantes.