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Rede MdM Internacional
Crise na Síria: Sete anos de impunidade
19-03-2018

Crise na Síria: Sete anos de impunidade

Este ano assinalam-se sete anos de guerra na Síria: as partes envolvidas no conflito, e os respectivos aliados, estão a matar com completa impunidade, enquanto a comunidade internacional permanece impotente.

 

Muito já tem sido dito sobre a gravidade e as consequências deste conflito: 350 000 mortes, um país destruído e mais de metade da população síria exilada ou deslocada.

A Rede Internacional da Médicos do Mundo apela para que a comunidade internacional assuma as suas responsabilidades: que faça tudo o que lhe é possível para assegurar o acesso a ajuda humanitária e que aja para terminar com sete anos de crimes de guerra. Esta impunidade tem de chegar ao fim.

“Durante sete anos, o acesso a cuidados de saúde tem sido utilizado como uma arma de guerra. Destruir hospitais e bombardear as cidades, levam civis a procurar aqueles que seriam os refúgios para receber cuidados de saúde. Esta situação é um assalto à integridade física da população e revela que os ataques não poupam ninguém, nem mesmo as crianças. Nas últimas três semanas, 1000 pessoas morreram em Ghouta Oriental e um terço delas eram crianças” – revela a Dra. Françoise Sivignon, Presidente da Médicos do Mundo e acrescenta – “Durante este conflito, o pessoal médico tem sido dizimado e os centros médicos têm sido atacados constantemente.”

11,3 milhões de Sírios – o maior número de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial – têm necessidades de assistência médica e estão a sobreviver em condições muito difíceis. As resoluções do Concelho de Segurança das Nações Unidas estão a ser violadas assim que são activadas e as supostas zonas estabelecidas pelo Acordo de Astana só existem no papel, uma vez que esta guerra está a demonstrar o fracasso de um sistema internacional que se esgotou.

A MdM rejeita o fatalismo prevalecente, exigindo uma vez mais a priorização de uma solução política que peça o estabelecimento de uma força internacional de manutenção da paz para desarmar as partes do conflito.

A Dra. Françoise Sivignon continua “procurar uma solução para o conflito através da diplomacia deve permitir uma resolução política desta guerra, que durou muito tempo. A A França pode ter todo seu peso no desenvolvimento de sanções econômicas contra a Rússia ou qualquer outro meio de exercer pressão, como boicotes.”

A mobilização da sociedade civil síria, que provou a solidariedade e ajuda mútua desde o início do conflito, é crucial. Deve estar envolvida, juntamente com os Estados e organizações intergovernamentais, na reconciliação e conquista de uma paz justa.

Finalmente, a MdM exige que as equipas humanitárias sejam devidamente observadas, permitindo que as organizações respondam às necessidades de saúde mais urgentes da população civil, resultantes da escalada da violência, e apela ao fim da impunidade.

As delegações francesa, grega, holandesa, sueca, alemã, japonesa e belga da Médicos do Mundo deslocaram-se para lugares icónicos dos seus países e vestiram batas manchadas de sangue, em sinal de protesto, exigindo a evacuação dos feridos e o acesso aos civis na Síria. 


Delegação francesa da Médicos do Mundo


Delegação sueca da Médicos do Mundo


Delegação belga da Médicos do Mundo

Delegação holandesa da Médicos do Mundo


Delegação grega da Médicos do Mundo


Delegação alemã da Médicos do Mundo


Delegação japonesa da Médicos do Mundo