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1 mês de Esperança em Castanheira de Pera
26-07-2017

1 mês de Esperança em Castanheira de Pera

Um mês após o início da missão de emergência, a Médicos do Mundo continua a devolver esperança a Castanheira de Pera. Terminada a fase de emergência, que durou 2 semanas, a organização desenhou um projecto de continuidade, em articulação com entidades locais, que permitirá continuar a assegurar o trabalho de coordenação de voluntariado, logística e acompanhamento psicossocial e prestação de cuidados primários de saúde à população de Castanheira de Pera. 

O fim da fase de emergência

“No primeiro dia, quando a Médicos do Mundo chegou ao terreno, não existia uma coordenação eficaz que nos permitisse chegar às pessoas e responder às suas necessidades. Foi importante criar um mecanismo, com diversas áreas e parceiros integrados, para que a ajuda chegasse a quem realmente precisa. E juntos respondemos às necessidades emergentes. Agora é tempo de continuar, de melhorar e de chegar a mais pessoas.” – Carla Paiva, Directora Executiva da Médicos do Mundo

Ao longo dos primeiros 30 dias, a Missão Esperança contou com cerca de 1300 voluntários que permitiram a resposta a 845 pedidos de ajuda. Entre os apoios dados, está a distribuição de 1 247 kits, entre os quais 317 de alimentação, 232 de higiene, 164 de limpeza e 524 saídas de rações, para além da recuperação de mais de 10 hortas e galinheiros e a limpeza de escombros das casas afectadas.


A par destes apoios, a Médicos do Mundo constituiu uma equipa técnica de rua (ETR), composta por voluntários da área da saúde e da área social que visitaram 188 pessoas, das quais 77 foram sinalizaram e encaminhadas, consoantes as necessidades identificadas. 

Segundo Fernanda Lopes, enfermeira da Médicos do Mundo e uma das fundadoras da Missão Esperança, o balanço da fase de emergência é positivo. As parcerias criadas com as entidades locais, a vaga de solidariedade dos voluntários e as respostas técnicas que se conseguiram dar, permitiram-nos estar no terreno de uma forma mais sólida, com competências diversas e articuladas em prol do bem-estar das populações locais.

“Todas as manhãs saímos para o terreno. Levamos alguns kits de alimentação e procuramos acompanhar as pessoas nas aldeias mais próximas. É importante que tenham apoio psicossocial, que possam ter um tempo para falar e para que os técnicos percebam como é que estão a evoluir. Esta semana, algumas pessoas já não estavam em casa para nos abrir a porta, o que é bom sinal. Aos poucos a rotina vai voltando e as pessoas vão regressando ao seu trabalho e à sua vida.” – voluntário da equipa técnica de rua.

A continuidade da Missão Esperança

Através da intervenção das equipas técnicas de rua e da resposta directa às sinalizações realizadas, a Missão Esperança encontrou vários casos de carência económica, social e de saúde, antecedentes ao fogo do dia 17 de Junho.

Como organização de ajuda humanitária, a Médicos do Mundo decidiu apoiar não só as vítimas directas dos incêndios, mas também todos aqueles que, de forma comprovada, apresentem uma situação vulnerável. Assim, e em articulação directa com a assistente social da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, a Missão Esperança está a dar respostas directas às pessoas afectadas pelo fogo e também às que são sinalizadas pelas entidades competentes.


“Esta missão acaba também por ser uma mais valia para as pessoas que não foram directamente afectadas pelo incêndio, uma vez que acabámos por levantar algumas necessidades sociais e psicológicas que estão a ser supridas com a chegada destes profissionais e voluntários ao terreno.” – Fernanda Lopes, enfermeira da Médicos do Mundo

A Missão Esperança segmenta-se pelas respostas de cuidados primários de saúde, apoio psicossocial, coordenação do voluntariado, coordenação logística e distribuição de bens, em articulação directa com entidades locais, como a Câmara Municipal de Castanheira de Pera - fiel depositária dos donativos recebidos -  a Junta de Freguesia, a Guarda Nacional Republicana, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, o Comando dos Bombeiros, a Santa Casa de Misericórdia de Castanheira de Pera, a Paróquia e o Centro Paroquial.

A Missão Esperança prolonga-se durante 1 ano, enquanto projecto de continuidade, e está a ser possível graças à solidariedade de voluntários e doadores que, todos os dias nos ajudam a devolver vida a Castanheira de Pera.