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Quantas pessoas têm de morrer antes de se parar de falar de "incidentes aleatórios e excepcionais"?
31-01-2017

Quantas pessoas têm de morrer antes de se parar de falar de "incidentes aleatórios e excepcionais"?

A Médicos do Mundo (MdM) expressa sua profunda tristeza pela morte – a terceira numa semana - no Centro de Recepção e Identificação no campo de Moria, na ilha de Lesbos. A MdM reafirma a sua posição de que as condições de vida dignas e seguras para as pessoas nos campos, são muito mais importantes do que qualquer outra coisa no âmbito do Acordo UE-Turquia.

Apenas alguns dias depois da morte de duas pessoas no Centro de Recepção e Identificação em Moria  na ilha de Lesbos, um jovem de dezoito anos foi encontrado morto ontem, enquanto outro foi transferido para o hospital local.

Embora não haja nenhuma declaração oficial sobre as causas, as mortes têm sido associados à inalação de fumo tóxico do aquecedor, ou de outros meios de aquecimento improvisados pelos refugiados nos campos.

A MdM, como ONG responsável pela prestação de cuidados de saúde primários no Centro de Recepção e Identificação de Moria, já realçou publicamente os graves riscos para a saúde e até para a vida dos refugiados e migrantes temporariamente acomodados, devido às difíceis condições de vida.

Como MdM, queremos ainda realçar que as condições de vida dignas e seguras para todas as pessoas que entram na Grécia, devem ser a prioridade absoluta - muito acima e além de qualquer necessidade de manter o Acordo UE-Turquia.