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DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA - 1 DE DEZEMBRO
No dia 1 de Dezembro, quando se celebra anualmente o dia Mundial da Luta Contra a Sida, pelo Comunicado de Imprensa que a OMS e a ONUSIDA emitiram a 24/11/09, o número de novas infecções por VIH, reduziu 17% nos últimos 8 anos, através de esforços desenvolvidos para universalizar o acesso aos serviços de prevenção e tratamento desta doença.

Foto fonte: http://sharkassimetrico.blogspot.com/2007_12_01_archive.html

Situação internacional

Na África subsahariana, uma das regiões mundiais mais atingidas por este flagelo, onde se pensa que o número de infecções reduziu em cerca de 400.000, em 2009, face a 2008, foi muito importante a assinatura da Declaração de Compromisso das Nações Unidas para a Luta ao Combate do VIH/Sida, assinada em 2001. Neste mesmo período, a incidência do VIH reduziu cerca de 25% na Ásia Oriental e cerca de 10% na Ásia Meridional e Sudoriental. Na Europa oriental, após um vertiginoso aumento do número de novas infecções entre os consumidores de drogas injectáveis, a epidemia está agora bastante mais estabilizada, embora em alguns países, existam sinais que apontam para um novo aumento da incidência deste vírus.

Algumas ideias principais sobressaem deste comunicado, que vale a pena destacar:

Hoje vivem mais pessoas com VIH

Os dados recolhidos demonstram que o número de 33,4 milhões [31,1 a 35,8 milhões] de pessoas que vivem com VIH é o mais alto registado até agora, o que se explica pelos efeitos benéficos da terapia antirretroviral, que prolonga a vida do doente. O número de mortes relacionadas com o VIH/SIDA tem caído em mais de 10%, nos últimos cinco anos, pois cada vez mais gente tem acesso a um tratamento que lhe tem salvado a vida. A ONUSIDA e a OMS calculam que, desde o aparecimento de tratamentos eficazes, em 1996, se tem salvado a vida a cerca de 2,9 milhões de pessoas.
A terapia antirretroviral tem sortido efeitos importantes na hora de prevenir novas infecções infantis, o que consistiu numa das recomendações mais fortes destas duas organizações de reputação mundial, sendo de destacar a utilização por mães seropositivas, dos medicamentos antirretrovirais durante a amamentação, para evitar a transmissão do vírus e a iniciação mais cedo da terapia antirrectroviral em adolescentes e adultos, bem como a entrega a mais doentes deste tipo de medicamentos.

A luta contra o VIH/Sida saiu do isolamento

As medidas de luta contra o VIH/Sida são mais eficazes quando os programas de prevenção e tratamento estão integrados com outros serviços de saúde e de assistência social.
O Sr. Michel Sidibé, Director Executivo da ONUSIDA, afirmou que: «Os modelos de investigação já estão demonstrando que o VIH pode influenciar consideravelmente a mortalidade materna. Metade das mortes maternas no Botswana e na África do Sul devem-se ao VIH. Por isso é indispensável que reunamos os programas de saúde materno-infantil e os de luta contra o VIH e a tuberculose, num plano unificado que nos ajude a alcançar o objectivo que todos eles têm em comum».
A epidemia da Sida evolui e os programas de prevenção não se adaptam às mudanças com a rapidez necessária.
Por exemplo, a epidemia na Europa Oriental e Ásia Central, que até há pouco tempo afectava essencialmente consumidores de drogas injectáveis, estende-se agora aos seus parceiros sexuais. De forma parecida, em zonas da Ásia onde antes o vírus se transmitia sobretudo entre profissionais de sexo e consumidores de drogas injectáveis, agora afecta cada vez mais casais heterossexuais.
Os dados demonstram que poucos programas de prevenção estão dirigidos a pessoas maiores de 25 anos, casais casados ou com uma relação estável e pessoas viúvas ou divorciadas, quando em muitos países subsaharianos se tem observado, precisamente, uma prevalência elevada do VIH nestes grupos.
Criação de capacidades: nova rede de socialização em linha, dirigida aos que vivem com, ou combatem o Sida.
Com o objectivo de obter o máximo de resultados e melhorar a comunicação entre os 33,4 milhões de pessoas que vivem com VIH e os muitos milhões mais que participam na luta contra a doença, a ONUSIDA criou um site na internet - www.AIDSspace.org - que oferece gratuitamente a todas essas pessoas uma rede de socialização, à semelhança de outras redes sociais existentes, mas neste caso, onde os usuários podem, por exemplo, encontrar ou divulgar anúncios ou consultar opiniões sobre determinados provedores de serviços.
Para aceder ao Comunicado de Imprensa completo, emitido pela ONUSIDA e pela OMS, por favor clique aqui.

www.AIDSspace.org - que oferece gratuitamente a todas essas pessoas uma rede de socialização, à semelhança de outras redes sociais existentes, mas neste caso, onde os usuários podem, por exemplo, encontrar ou divulgar anúncios ou consultar opiniões sobre determinados provedores de serviços.

Em Portugal

Portugal é o país da Europa Ocidental e Central com mais novos casos de infecção pelo VIH/Sida, segundo o relatório anual da ONUSida e da Organização Mundial de Saúde, sobre a evolução desta doença no mundo.
O relatório refere que na América do Norte e na Europa central e ocidental a epidemia está mais concentrada nas populações de risco mais elevado, nomeadamente em homens que têm sexo com homens, utilizadores de drogas injectáveis e imigrantes, informa a agência Lusa, acrescentando que nestas regiões, o número mais elevado de novas infecções por VIH encontra-se nos Estados Unidos e Portugal.


Sida: 25 milhões já morreram desde que surgiu a doença

Apesar destes dados, Portugal tem reflectido ao longo dos anos uma descida no número de casos, segundo a tabela «Novos diagnósticos de infecção VIH e taxas por milhão de habitantes por país e ano de diagnóstico», presente no documento HIV/AIDS surveillance in Europe 2007 da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).
De acordo com esta tabela, Portugal registou, em 2004, 1764 novos casos de sida, número que desceu para 1573 no ano seguinte, para 1510 em 2006 e 894 em 2007.
O último relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), sobre a situação epidemiológica da infecção VIH/Sida em Portugal, refere que a 31 de Dezembro de 2008, se encontravam 34 888 casos notificados (mas estima-se que o número de casos existentes seja muito superior aos dados oficiais).
Ao contrário das ideias mais conservadoras associadas a grupos de risco como os homossexuais, metade das pessoas infectadas em Portugal é heterossexual.
Um caminho longo a decorrer. Esta é uma das conclusões dos dados revelados pelas Nações Unidas esta quarta-feira sobre a situação da população mundial, que apontam para valores ainda pouco satisfatórios em Portugal relativos ao VIH/Sida e uso de meios anticoncepcionais.
A taxa de prevalência do VIH/Sida, por exemplo, é de 0,5 por cento na população entre os 15 e os 49 anos, enquanto que a média da União Europeia se fica pelos 0,2 por cento. Ainda assim, considerando todos os países europeus, os números são exactamente iguais à média global. Atrás de Portugal só ficam a Suíça (0,6), Letónia (0,8), Federação Russa (1,1) e Estónia (1,3).
Quanto à prevalência do uso de contraceptivos, Portugal encontra-se abaixo da média da Europa Ocidental: 67 por cento das portuguesas usam algum método contraceptivo e 63 por cento utilizam métodos modernos, contrastando com a média europeia de, 77 e 74 por cento.
Segundo informação disponível no site da Coordenação Nacional para a infecção do VIH/Sida, o VIH no local de trabalho é o tema em discussão nas actividades que assinalam este ano, o Dia Mundial da Sida.
Esta instituição de referência nacional, vai assinalar a data com duas iniciativas:

No dia 30 de Novembro, às 16h30, vai ocorrer um debate sobre o tema, no auditório do Museu do Oriente, em Lisboa. O debate contará com a presença de representantes dos doentes, das empresas e dos trabalhadores.

A 1 de Dezembro, realiza-se a III reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida, na sala do Tratado de Lisboa, no Pavilhão Atlântico. O Conselho Nacional, conforme Despacho n.º 19935/2009 de 15 de Junho, é o instrumento de coordenação e acompanhamento das políticas públicas de prevenção e controlo da infecção VIH desenvolvidas sectorialmente.

Fontes:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/sida-hiv-portugal-tvi24/1105487-4071.html

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/hiv-sida-onu-contracepcao-tvi24/1104142-

http://www.sida.pt/

VIH/Sida nos países onde MdM actua

MdM trabalha a favor do combate ao VIH/Sida, sobretudo em: Portugal, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Portugal

A população excluída inclui um conjunto alargado de pessoas com características diferentes, onde no trabalho de combate ao VIH/Sida, destacamos: as pessoas sem-abrigo, os imigrantes, nomeadamente aqueles que habitam em bairros com condições de habitabilidade precária em situação irregular e as pessoas que exercem a prostituição.
Em termos de saúde, as problemáticas que mais afectam a população excluída apoiada pelos projectos desenvolvidos por MdM são o reflexo dos seus estilos de vida. Persistem os problemas gástricos, respiratórios, dermatológicos, que traduzem a má ou insuficiente alimentação, a ausência de habitabilidade ou as precárias infra-estruturas construídas para se ter um tecto, bem como a mobilidade necessária, na tentativa de colmatar as necessidades/carências sentidas no dia a dia. Por último, mas não menos importante, há a destacar a problemática do VIH/Sida, presente na população beneficiária, e em todo o trabalho desenvolvido no sentido da prevenção.

Moçambique

Moçambique é um dos países mais pobres do mundo, ocupando o 172º lugar de entre 177 países, considerados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2008 e no Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, 2008). Entre os países da África Austral, Moçambique, é um dos mais afectados pela epidemia do VIH/Sida, cuja prevalência nacional atinge os 16% (onde a taxa de prevalência na província de Maputo atinge os 26%, de acordo com a Ronda de 2007 do Relatório sobre a Revisão dos Dados de Vigilância Epidemiológica do VIH). A elevada prevalência de seropositivos nos grupos etários mais jovens e economicamente produtivos deixa antever um grande impacto no desenvolvimento económico, demográfico, na educação e produtividade laboral do país. No entanto, é efectivamente o sector da saúde aquele em que os impactos serão mais evidentes, devido aos custos crescentes com os cuidados médicos e medicamentosos, a necessidade cada vez maior de serviços de laboratório, a formação dos técnicos e a perda dos próprios técnicos de saúde infectados pela epidemia. A região Sul é uma das mais afectadas, seguida das regiões Centro e Norte.


S. Tomé e Príncipe

O país ainda não dispõe de um sistema de vigilância epidemiológico adequado e eficaz, não existindo dados oficiais sobre a prevalência do VIH. De acordo com as estimativas, a epidemia aparenta estar na fase inicial- num estudo realizado a grávidas (2005), a prevalência estimada é de 1,5%, provavelmente subestimada, dado que se estimava que vivessem com VIH entre 3925 a 7825 pessoas em 2004. De acordo com o Programa Nacional de Luta Contra a Sida (PNLS), o elevado índice de pobreza (53,8% da população), os altos índices de doenças sexualmente transmissíveis (47%), o início precoce da vida sexual e a multiplicidade de parceiros e a grande mobilidade da população e contacto com países de alta prevalência da doença, são factores que contribuem para a vulnerabilidade do país face a uma expansão da epidemia (PNLS). A isto soma-se baixa a taxa de utilização do preservativo (40,7% para os homens e 13,8% para as mulheres) e, em zonas rurais de 35,7% Fundos de Apoio ao Desenvolvimento em África (AFD/UE 2005).

Guiné

O panorama do país no que respeita ao VIH/Sida é preocupante face aos números apresentados, podendo-se considerar que a epidemia não está controlada. Segundo a ONUSIDA estima-se que o número de pessoas entre os 15 e os 49 anos afectados pelo VIH em 2008, sejam cerca de 53.000. Estes números baseiam-se numa taxa de prevalência de cerca de 3,8%. Segundo o Plano Estratégico Nacional de Luta contra SIDA para 2007-2011 (PEN) a prevalência de VIH na Guiné-Bissau apresenta uma variação regional assim como urbana e rural.
A Guiné-Bissau detém actualmente ferramentas estratégicas, tais como o PEN 2007-2011 e o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário assim como instituições, dedicadas a dar resposta aos problemas que afectam particularmente as populações mais pobres com difícil acesso a cuidados básicos de saúde.

Em todos estes locais e especificamente relacionados com o tema do VIH/Sida, os projectos que MdM desenvolve no terreno são os seguintes:

Projectos Nacionais

Projecto "CASSA" - Porto
Objectivo geral: Melhorar as condições socio-sanitárias dos beneficiários do projecto Porto Escondido.

Projecto "Mente Sã em corpo São"- Évora
Objectivo Geral: Diminuir a taxa de infecção pelo VIH/SIDA no Alentejo, promovendo, entre rapazes dos 11 aos 19 anos, competências sociais que levem a um decréscimo da prática de comportamentos sexuais de risco.

Projecto "Porto Escondido"- Porto
Objectivo Geral: Reduzir a prevalência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e doenças ligadas a Utilizadores de Drogas Injectáveis (UDI) incluindo Infecção com o VIH e doenças oportunistas, até Abril de 2010.

Projecto "(A)Risco SER" - Porto
Objectivo Geral: Reduzir a prevalência de IST e doenças ligadas a Utilizadores de Drogas Injectáveis (UDI) incluindo Infecção com o VIH e doenças oportunistas até Abril de 2010.

Projecto "Rotas para a Saúde"- Concelho do Seixal
Objectivo Geral: Reduzir a propagação do VIH/SIDA em comunidades residentes em Bairros de Génese Ilegal e Trabalhadores do Sexo no Concelho do Seixal.

Projecto "Saúde pa nós Bairro"- Concelho de Loures
Objectivo Geral: Diminuir a propagação do VIH/Sida até 2011 na População residente nos Bairros de Génese Ilegal e Bairros Municipais do Concelho de Loures.

Projecto "Noite Saudável" - Lisboa
Objectivo Geral: Reduzir a prevalência de Infecção Sexualmente Transmissíveis (IST), doenças associadas aos Utilizadores de Drogas Intravenosas (UDI), nomeadamente VIH e doenças oportunistas.


Projectos Internacionais

Projecto "Tadja bu bida"- Guiné Bissau
Objectivo Geral: Diminuir a prevalência de VIH/Sida e IST (Infecção Sexualmente Transmissíveis), na Guiné-Bissau.

Projecto "Xikanwe"- Moçambique
Objectivo Geral: Melhorar a qualidade de vida das pessoas infectadas e afectadas na zona de intervenção da MdM na Matola e Namaacha.

Projecto "Comunidade Apoio à Vida"- São Tomé e Príncipe
Objectivo Geral: Reduzir a transmissão do VIH/Sida, apoiando a estratégia do governo santomense na luta contra o VIH/SIDA.

Para consultar a informação completa sobre todos estes projectos, por favor clique aqui.

Acções no âmbito dos projectos MdM, referentes ao Dia Mundial da Luta Contra a Sida

Porto: Distribuição de sacos com panfletos informativos, preservativos e pins da CNLCS.

Seixal: Médicos do Mundo (MdM), através da equipa do projecto "Rotas para a Saúde", foi convidada a participar, pela Câmara Municipal do Seixal (CMS) por intermédio do seu Gabinete de Saúde, nas iniciativas de comemoração do "Dia Mundial da Luta Contra a Sida", dia 1 de Dezembro.

A equipa do "Rotas para a Saúde", em conjunto com os técnicos do Gabinete de Saúde da CMS, na noite de 30 de Novembro para 1 de Dezembro, irá percorrer os espaços de diversão nocturna do Concelho do Seixal, distribuindo preservativos e material informativo sobre o vírus VIH/Sida, bem como fazendo a sensibilização para a prevenção de comportamentos de risco.

Assim, MdM irá fazer distribuição de materiais informativos e preventivos em todas as escolas secundárias do concelho, sensibilizando para a utilização de contraceptivos de barreira (preservativos) e, prestando informações e esclarecimentos sobre Prevenção do VIH/Sida junto dos alunos daquelas escolas.

Loures: Em parceria com os parceiros e comunidade, nomeadamente a Câmara Municipal de Loures- Gabinete da Saúde, no Centro comunitário da Apelação - Bairro Quinta da Fonte, das 14h às 17h:

Exposições de cartazes (IEC) elaborados por Jovens que fazem parte de um projecto da Associação Cidadãos do Mundo, cartazes que abordam a temática do VIH/Sida, em crioulo;
Teatro realizado por um grupo de jovens raparigas (do Bairro Quinta da Serra), onde vão abordar as 3 formas de transmissão do VIH/Sida;
Em projecção contínua o filme publicitário do Mantorras: "Faz o teste VIH/Sida";
Lançamento de Balões encarnados e brancos com a mensagem da ONUSida " STOP a SIDA. Mantenha a promessa" ;
Lanche Comunitário.

Alguns testemunhos de beneficiários de projectos MdM, sobre este tema

TESTEMUNHO S. TOMÉ

A Maria tem actualmente 32 anos e soube há 4 anos que é seropositiva. O que a levou a fazer o teste foi ter ouvido falar do GATV (Gabinete de Atendimento e Testagem Voluntária), embora não soubesse bem o que era. No dia em que teve de levar o filho ao hospital, viu o GATV dos Médicos do Mundo e decidiu entrar e pedir informações, "fui fazer o teste por livre vontade e deu positivo, foi horrível. Nas primeiras horas pensei que era mentira. Fiquei em choque, e pensei em muitas coisas más, matá-lo a ele, foi uma delas". Após receber a confirmação, passados 3 dias, a Maria teve a certeza que o teste era positivo. Refere que desde o 1º momento teve o apoio do conselheiro, que lhe prestou informações sobre a doença e que lhe falou logo da existência de mais pessoas que viviam com o mesmo problema que ela. Foi encaminhada pelo conselheiro para a consulta médica, que mantém até hoje com periodicidade trimestral e no início também recebeu apoio psicológico. Ainda não teve a necessidade de fazer medicação, "sinto-me bem, às vezes até me esqueço que tenho este problema". O que ajuda Maria actualmente é poder contar com um emprego, é activista de uma ONG, e o facto de ajudar outros a não terem o mesmo problema que ela, ajuda-a também a ela. Quem teve com ela desde sempre, foi o Grupo de Apoio, actualmente já com estatuto de Associação, da qual é a presidente "sempre fui um elemento participativo, e elegeram-me". A rede familiar também foi importante, após ganhar coragem contou à mãe e a um irmão, deu uma entrevista para a televisão e deu a cara. Nessa altura segundo a Maria, já tinha aceitado a doença, já tinha falado com a pessoa com quem estava e que a infectou e hoje a relação mantém-se, segundo a Maria "entre parênteses". Um dos apoios que recebeu até há 6 meses atrás foi a cesta básica, que deixou de receber porque a prioridade é para quem está a tomar ARV. A mensagem que deixou foi "força para quem ainda não tem a doença e que se previnam sempre; para quem como eu já sabe que é seropositivo, muita coragem porque a cura pode aparecer e melhorar a nossa situação".
(beneficiária do projecto Comunidade de Apoio à Vida)

TESTEMUNHOS GUINÉ-BISSAU

(Bruno Martins - Activista chefe em Bandim e destinatário do projecto Protege a Tua Vida)

"O projecto "Protege a Tua Vida" tem um grande impacto no bairro de Bandim.
No passado, os moradores não davam atenção aos activistas durante a sensibilização, mas hoje em dia, são esses moradores que falam das ISTs e VIH/Sida nas casas e com os amigos.
Acho que as pessoas já estão a mudar o comportamento de risco porque, durante as sensibilizações pedem preservativos e participam nas discussões dos temas ligados a ISTs e HIV/Sida.
As acções de CMC (Comunicação para a Mudança de Comportamentos) e IEC (Informação, Educação e Comunicação), porta a porta, na discoteca, nos campos de futebol, nas bancadas e outros locais públicos, fizeram com que os Jovens agora procurem os CADV (Centros de Atendimento e Despistagem Voluntária) para fazerem despistes e também para levantarem os preservativos.
Esperamos que o projecto atinja o seu objectivo, que é mudar os comportamentos de riscos junto dos moradores."

(Aladje Fa Braima - Imame de Mesquita em Contuboel / Bafatá e beneficiário das visitas da Unidade Móvel)

"Vocês são mesmo os MDM porque, todas as coisas que falaram correspondem à verdade. Hoje em dia as mulheres nas tabancas amamentam os filhos dos outros por isso temos muitas doenças. Cada mulher só deve amamentar o seu filho para poder evitar a transmissão da doença para o bebé.
Quero que MDM continue com este trabalho de sensibilização para a comunidade e que Deus vos abençoe para terem mais força nos vossos serviços.
Também vocês (para a comunidade de Contuboel) devem tomar em conta os conselhos que estou a dar, sabemos que na Região de Bafatá, a primeira coisa que cada um de nós deve fazer, é cuidar de si mesmo."

TESTEMUNHOS MOÇAMBIQUE

Testemunho 1:
"Estou a viver com VIH/Sida, que descobri em 2004. Antes de descobrir, adoecia frequentemente e me falaram dos MdM. Em contacto com estes, aconselharam-me a fazer testes cujo resultado deu positivo. Assim começou a história com esta organização que me ajudou muito. A organização acompanhou-me durante o início do tratamento anti-retroviral em Mavalane, hospital de dia. O apoio foi bastante múltiplo desde o transporte para o hospital, medicamentos suplementares, alimentação, incluindo aspectos sociais. Reconstruíram e melhoraram por inúmeras vezes a minha casa, deram-me apoio moral, tudo o que era necessário para melhorar o meu estado de saúde que era bastante crítico, estando agora a viver bem, apesar de algumas recaídas. A finalizar muita coisa boa podia falar acerca desta organização mas digo que foi graças a MdM que acreditei que era possível viver positivamente com VIH."

Testemunho 2
"Eu conheci Médicos do Mundo no final de 2002. Mas, salvou a minha vida e a dos meus filhos. Hoje sou uma mulher com orgulho daquilo que eu sou, seropositiva, mas não parei por aí, eu também tive coragem de ajudar os outros irmãos que precisavam e aceitaram a minha ajuda.
Trabalhei com Médicos do Mundo no grupo de auto-apoio, aprendi muita coisa em conjunto, já sei conviver com outros. Não noto nenhuma diferença de ter que me afastar porque eu sou seropositiva. Vivo também em comunidade.
No fim vivo muito feliz e não contava com isso. Graças a MdM, agradeço de coração. Muito obrigado."

Links de interesse

http://www.sida.pt/

www.ligacontrasida.org/ - Liga Nacional de luta Contra a sida

www.abraco.org.pt/ - Associação Abraço

http://www.positivo.org.pt/ - Associação Positivo

www.onusida.org.co/ - ONUSIDA

www.who.int/ - Organização Mundial de Saúde (OMS)

http://data.unaids.org/pub/Report/2009/2009_epidemic_update_en.pdf

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=80745

http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=151048721



publicado em: 1 de Dezembro 2009
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